quinta-feira, 4 de dezembro de 2008




















Delage D8 120 de 1939


"O belo automóvel francês designação, tão lisongeira para
nós, com a qual o público resume os nossos automóveis, suge-
re-nos de ano para ano o dever imperioso de fazer sempre e
cada vez melhor".
Extracto de uma mensagem manuscrita de Louis Delage,
datada de Setembro de 1936 e anunciando a gama de 1937.
Sob a gestão de Delahaye , a Delage vai produzir automó-
veis com a sua marca e numa fabrica de Courbevoie. Estes
continuarão portanto, por algum tempo, na categoria dos
automóveis de Sport e de Prestige. É neste contexto que
vai nascer a ideia de pôr no mercado um novo chassis de
motor de 8 cilindros. As pesquisas dos directores de Delahaye
e da Delage vão culminar na identificação de um segmento
de mercado. O topo da gama, com Delahay, era um 6 cilin-
dros desportivo. A clientela Delage, quanto a ela, privilegiava
o lado elítista. Os D8 e D8-S, que tinham roubado nos concursos
de elegância do início da década, ainda estavam na memória de
toda a gente.
Este modelo tinha um motor de 8 cilindros em linha com
uma cilindrada de 4743cm3 e uma potência de 120 CV as
4200 rpm, alimentado por bomba de gasolina e carburador
invertido Stromberg EE3 de duplo corpo, arrefecido por liquido
com termóstato, bomba de água centrífuga e radiador. trans-
missão ás rodas de trás, embaiagem de disco unico a seco de
4 relaçõesde comando electromecânico e inversor de marcha
a trás, com uma velocidade máxima dr 160 km/h.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008






















Bugatti 57 SC Atlantic de 1938

Sublime, fascinante, o Bugatti Coupe Atlantic de que
foram construídos apenas quatro exemplares.
É o aprefeiçoamento de tipo 57, já um dos maiores
automóveis de estrada do seu tempo. Melhor do que um
"Dream Car", o Atlantic anda. E de que maneira.
Fotografado em todas as roupagens, "maquetado",
reproduzido, acidentado,reconstruido, restaurado, nova-
mente restaurado, imitado, mas nunca igualado, o Atlantic
é o automóvel de todos os superlativos, de todas as lendas.
Mas a realidade é ainda mais forte do que o mito.
Tudo começa em 1934, com o lançamento do Tipo57.
Jean Bugatti, o filho de Ettore Bugatti, o "proprietário" tem
então 25 anos. Talento precoce, dotado de um grande sen-
tido da mecânica e também da estética, em 1931 já assinara
uma obra-prima com o cabriolet Esders com base no Tipo
41 Royale.
O Atlantic tinha um 8 cilindros em linha com 3527 de
cilindrada para uma potência de 200CV as 5200 rpm. ali-
mentado por um carburador e 1 compressor Roots; com
lubrificação por carter seco, uma transmissão ás rodas
traseiras motoras, caixa de velocidades de 4 para afrente
e marcha atrás, para uma velocidade máxima de 200km/h.
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BMW 327 de 1937

A Bayerische Motoren Werke (BMW) começou a dedicar-se
ao fabrico de automóveis pouco antes de aparecer o 327.
Contudo, o estilo da marca já estava defenido. Aquele carro,
juntamente com um modelo "irmão" mais potente, o 328, esta-
beleceu uma nova ideia de automóvel.
O medelo 327 era uma versão "domesticada" do 328 que
era absolutamente formidável o Desing tinha sido obra do
lápis genial de Franz Truby, estilista e fabricante de carro-
çarias.
O 327 tinha um motor de 6 cilindros em linha, uma cilin-
drada de 1970cm3 com uma potência de 55Cv a 3750 rpm.
era alimentado por 2 carburadores Solex horizontais, com
uma distribuição de veio de excêntricos lateral, valvulas
na cabeça com uma caixa de velocidades de 4 e marcha a
trás e uma velocidade máxima de 125 km/h.
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Lancia Astura Pininfarina de 1934

Sucedendo ao Dilambda, o Lancia Astura inscreve-se á
partida com um dos grandes automóveis de estrada dos
anos 30, aliando luxo e sobriedade, performance e força
tranquila, tudo sob uma roupagem elegante desenhada
por Battista <> Farina e realizada nos stabilimenti
Farina.
Fundada em 1907, em Turin, por Vicenzo Lancia, a firma
adoptou uma lança por emblema: o seu nome impunha-o,
mas o seu sucesso técnico justificava-o a posteriori, se pen-
sar-mos no excelente comportamento de estrada e na fiabi-
lidade que caracterizam a maior parte dos Lancia através
dos tempos.
O Astura vinha equipado com um motor de 8 cilindros
em V, 2972 cm3 de cilindrada uma potência de 72 CV
a 4000 rpm.
A distribuição de árvore de cames á cabeça simples, a
transmissão embraiagem monodisco funcionando a seco,
caixa de 4 mudanças comandadas por alavanca central
mo pavimento, rodas traseiras motoras e uma velocidade
máxima de 130 km/h
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Maybach DS8 V12 de 1930

Quando o Maybach divulga o slogan escolhido para promover
os seus automóveis, o construtor não esconde a sua imensa con-
fiança: <<>>. Não
são palavras vãs: entre 1921 e 1941, Maybach vai produzir os
autmóveis mais exclusivos que Alemanha de antes da guerra
alguma vez produziu.
A história começa em 1865, quando o alemão Gottlib Daimler
requesita os serviços de um jovem engenheiro chamado Wilhelm
Maybach. Na altura, Daimler colabora com a Gasmotorrenfabrik
Deutz AG, na fábrica de motores que funcionam a gás, instalada
em Colónia. Juntos, os dois homens vão fazer estudos de exequi-
bilidade em motores libeiros a quatro tempos. Estamos no início
da era industrial e Dmailer identifica uma necessidade nascente
para os fabricos em série.Confiando na experiência de que dispôe,
funda a sua própria empresa em 1882, em Cannstatt, não longe
de Suttgart. Maybach não levará muito tempo a chegar á nova
Daimler Motoren Gesellchaft. Ali, vão dedicar-se ao desenvolvi-
mento de motores de combustão, ligeiros, para os quais Daimler
antevê um futuro promissor. A sua actividade revela o perfil de
um verdadeiro visionário. Daimler vai constituir, com Wilhelm
Maybach, técnico genial, um duo particularmente fecundo;
Daimler tem as ideias, Maybach pôe-nas em prática.
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Bentley Speed Six de 1930

O Bentley, um nome que evoca uma mecânica leve e
silenciosa, o conforto servido por uma potência mais que
suficiente. Mas a marca sobe em 2001 ao palco das provas
de resistência. Nada de espantar: dos anos 20 a meados dos
anos 30, a Bentley tinha posto alguns dos automóveis de cor-
rida mais extraordinários da História em competição.
O Speed Six ganhará cinco primeiros lugares e quatro se-
gundos lugares nas maiores corridas disputadas de 1929 a
1931,
Equipado com um motor de 6 ciliondros em linha mon-
tado na dianteira em posição longitudinal e 6597cm3 de
cilindrada para 140cv de potência, bloco de cilindros e cu-
latra de uma só peça. Manivela de árvores de cames com
amortecedor de vibração, rodando em 8 patamares. Dis-
tribução por vávulas de fecho á cabeça e martelos.Quatro
válvulas de fecho por cilindro. Lubrificação através de dois
magnetos e depois mista, com um magneto e bobine e dis-
tribuição Delco Remy. Arrefecimento liquido com termos-
tato, bomba e radiador.
Transmissão ás rodas traseiras. Embraiagem monodisco
a seco. Caixa de velocidades de 4 mudanças. Árvore de
transmissão de cardans e eixo semiflutuante de tipo banjo.
Velocidade máxima de 150 km/h.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008




















Alfa Romeo 8C 2900 B de 1938

Com uma linha de cortar a respiração, um motor mágico
e invulgares qualidades em estrada, o Alfa Romeo 8C
2900 B é extraordinário, inclassificável, inaugura uma
categoria de um género novo: a dos <>, na
qual viriam mais tarde enquadrar-se os Bugatti EB 110, os
Mac Claren F1 e outros Mercedes SLR.
Alfa Romeo foi fundada em 1907 para fabricar e comerci-
alizar , em Itália, os automóveis franceses Darracq. Não al-
cansando o sucesso previsto, a sociedade tinha de procurar
novos investidores e migrar de Nápoles para Milão em 1909.
a Nova ALFA(Anonima Lombarda Fabrica Automobili) ins-
tala a sua fábrica em Il Portello, nos arredores de Milão.
É preciso recuar alguns anos para traçar a genealogia
de 2900 B. É com efeito em 1931 de Vittorio Jano concebe
o Alfa Romeo de 8 cilindros, com uma cilindrada de 2905cm3
e uma potência de 180 cv a 5200rpm.Bloco de cilindros e cula-
tra em liga leve e camisas secas em aço,alimentado por dois
carburadores weber 42 BSI e por dois compressores volumé-
tricos, lubrificação por bomba, ignição magneto Vertex, ar-
refecimento líquido com bomba e radiador, velocidade máxi-
ma 185km/h.
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Lagonda LG 6 Drophead Coupe de 1938

A Lagonda foi sempre uma marca com uma qualidade de
fabrico exigente e uma das poucas a poder rivalizar com a
Bentley nos modelos desportivos. Para cúmulo da ironia ,
a LG 6, o melhor da série 4,5 litros a 6 litros, é um produto
de um tal W.O.Bentley !.
A marca Lagonda foi fundada por Wilbru Gunn e remonta
a 1898. Num armazém da sua casa em Staines, no Middlesex,
Gunn começou por fabricar motocicletas. Antes de se lançar
no mercado das grandes cilindradas, a Lagonda dedicou-se
durante muito tempo ao fabrico de carros ligeiros ou de car-
ros muito pequenos. Tanto mais que o seu primeiro automó-
vel, o 10HP, foi buscar o seu motor bicilíndrico ao pequeno
carro de 3 rodas.
O motor de LG e um Meadows de 6 cilindros em linha,
dianteiro , longitudinal, com uma cilindrada de 4453cm3
e uma potência de 130 CV a 4000rpm, válvulas á cabeça ,
hastes e balanceiros, 2 válvulas por cilindro, alimentado
por 2 carburadores SU, transmissão as rodas traseiras,
embraiagem de disco único a seco Borg & beck, caixa de 4
velocidades mais marcha a trá.
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Mercedes 770K Cabriolet de 1938

Com a sua potência, peso e também o seu preço, o 770 K
deu continuidade á tradição dos <> com
compressor, nascidos com os modelos S,SS,SSK de 6 cilindros.
Ao contrário dos deportivos 500 e 540 K, o 770K destina-se
mais aos desfiles que á performance.
Este modelo desde muito cedo, foi adoptado pelos "Barões
de Industria" e mais ainda pelas cabeças laureadas, pelos altos
funcionários da "República de Weimar" e, depois a partir de
1933, pelos chefes do regime nazi entre eles o mais famoso,
Adolfo Hitler.
O 770K era um monstro de 6 lugares (com assentos dobrá-
veis) que mede 6 metros de comprimento. É dotado de uma caixa
de 5 velocidades e travôes de comando hidráulico de círcuito du-
plo, o que é mesmo necessário para fazer parar o animal!-pesa
4.780 kg em vazio, por causa da sua blidagem (chapas metálicas
de 18mm de espessura no chassis e na carroçaria, vidros de
40 mm á prova de bala, fechos eléctromagnéticos nas portas ),
sem esquecer os 300 litros do depósito de carburante. O seu
motor fornecia 400 cv e podia atingir os 180km/h.
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Cord 812 Phaeton Cabriolet de 1937

Revolucionário, futurista, esbelto... foram os atributos
que o Cord 812 conquistou aquando da sua apresentação.
Muito avançado para a sua época, com soluções técnicas
inéditas, ele tinha com que alimentar os sonhos dos auto-
mobilistas mais audaciosos.
Em 2 de Novembro de 1935, no Salão Automóvel de
Nova Iorque, foi apresentado uma verdadeira revolução.
Depois de trêz anos de ausência, a Cord torna-se a grande
atracção, apresentando o novíssimo 812. Com linhas quase
futuristas, nascidas do lápis do desenhador da marca Gordon
Buehring, e com soluçôes técnicas a rodos, há quem veja nele
nada mais do que um exercício de estilo.
O curioso è que, muito embora tenha sido apresentado
em 1935, só em 1937 e que o Cord, que era o 810, se deno-
minou de 812, após algumas alterações a nivel do motor.
Embora os Cord 810 e 812 só tenham sido produzidos
durante 18 meses (de Fevereiro de 1936 e 7 de Agosto de
1937), não foi por causa das suas inovações demasiado
avançadas para a época, mas por falta de eficiênte orga~-
nização. O Salão de Nova Iorque rendera 3.600 encomen-
das seguras, mas os primeiros carros só comaçaram a ser
entregues a 15 de Fevereiro de 1936, três meses e meio
mais tarde. E não somente muitos compradores desistiram
como também rapidamente começaram a revelar-se alguns
defeitos crónicos: rotulas de trasmissão em esforço, como
consequência de sobreaquecimentos, vibrações consideráveis
diversas pequenas avarias o que originou que em 1936 se
produziram 1736 unidades enquanto que 1937 nao ultra-
paçou as 1066 unidades.
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